Humano… apenas humano.
Feito de carne, sonhos e cicatrizes,
de sorrisos que iluminam manhãs
e lágrimas que silenciam noites.

Humano… apenas humano.
Às vezes forte como rocha,
outras vezes frágil como vidro.
Erra, tropeça, cai.
Mas também aprende, levanta e recomeça.
Carrega no peito batalhas invisíveis,
e ainda assim encontra forças
para seguir mais um dia.

Humano… apenas humano.
Imperfeito em sua essência,
mas incrivelmente belo em sua verdade.
Porque não é a ausência de falhas
que define sua grandeza,
mas a coragem de continuar.
Há dias de sol,
há noites de tempestade.
Há momentos de fé
e instantes de dúvida.
E tudo isso faz parte.
Ser humano
é sentir demais,
pensar demais,
amar demais…
Mesmo quando o mundo endurece.
Humano… apenas humano.

E talvez exista beleza exatamente aí:
na vulnerabilidade,
na autenticidade,
na capacidade de cair e renascer.
No fim, somos todos isso:
almas em construção,
aprendendo a viver,
tentando ser luz
mesmo em meio à escuridão.
Humano…
apenas humano.
E, ainda assim,
extraordinariamente humano.

Autor: Cícero Henares

* Todos os direitos autorais reservados ao autor da obra.