Na solitude, a alma se recolhe,
e escuta o que o mundo não quis dizer;
no silêncio, uma verdade se escolhe,
sem máscaras, sem medo de se ver.
Ali, nenhum ruído a alma acolhe,
nem há pressa que a possa convencer;
quem aprende a estar só jamais se encolhe,
pois encontra em si razões para viver.
A solidão, às vezes, é passagem,
um templo onde o coração repousa,
e a dor se transforma em aprendizagem.
Quem faz da solitude uma morada,
descobre que a paz, silenciosa,
nasce quando a alma não teme estar só.
Autor: Cícero Henares
* Todos os direitos autorais reservados ao autor da obra
SONETO DA SOLITUDE
