Eu e meus moinhos de vento…como escreveu Mário Vargas Llosa, escritor peruano, sobre as viagens pelas páginas de um livro: “…é uma atividade primordial, uma necessidade da existência, uma maneira de suportar a vida. Para conhecer o que somos, como indivíduos, não temos outro recurso do que sair de nós mesmos e, ajudados pela memória e pela imaginação, projetar-nos nessas ficções; é refazer a experiência, retificar a história real na direção que nossos desejos, nossos sonhos, nossa alegria ou nossa cólera reclamem.”
Viajar pelas páginas de um livro é um prazer até fácil de descrever. Rodamoinho de novidades…um fechar de olhos que transporta à reflexões não meramente imaginárias, mas sim concretas…quase palpáveis. Podemos tocar o silêncio das palavras. Podemos sentir, adentrar cada página que lemos. Não é nada virtual…é totalmente uma coisa carnal, visceral.
Como leitor compulsivo, logicamente que tenho meus livros de cabeceira e “canibalizo” tais, pois tenho-os como parte de mim. O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë; O Alquimista, de Paulo Coelho; A Divina Comédia, de Dante Alighieri.
Tenho, filosoficamente, a profunda admiração pelos textos de Nietzsche. Admiro também as obras de Luc Ferry, fiel defensor da filosofia laica.
Eu e meus moinhos de vento…livros, letras e o inconfundível cheiro das páginas. Universo paralelo onde penso…logo existo!
Eu, Dom Quixote, e meus moinhos de vento.

