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“Louvado seja o inimigo de todas as cabeças de cardos e dos criadores de sutilezas, de todas as folhas murchas e de todas as ervas más, louvado seja esse espírito de tempestado, esse espírito selvagem, bom e livre que dança sobre os atoleiros e sobre as melancolias como no meio de prados!
Que odeia os cães mortos da plebe e todo esse produto malogrado e sombrio! Louvado seja esse espírito de todos os espíritos livres, a tempestade risonha que sopra a poeira dos olhos de todos os pessimistas, de todos os purulentos.
Vosso pior defeito é que sequer dançar como se deve aprendestes, a dançar até acima e para além de vós mesmos! Que importa que não o tenhas conseguido?
Quantas coisas são ainda possíveis! Aprendei, pois, a rir acima e para além de vós mesmos! Elevai vossos corações, vós que dançais ! Alto, sempre mais alto! E não esqueceis também o belo riso !
Essa coroa daquele que ri, essa coroa de rosas, é a vós que a laço, meus irmãos! Santifiquei o riso. Aprendei, pois , a rir !”

(Nietzsche –  Assim Falava Zaratustra -)