Sempre me pergunto: “Ser ou não ser, eis a questão!”. Será realmente isso? Não falo aqui sobre a questão filosófica da frase, citada na famosa peça de Shakespeare…falo dessa frase no uso cotidiano, humano e real que nos desafia a cada segundo.
Ser ou não ser…magro? gordo?
Ser ou não ser…bonito? feio?
Ser ou não ser…rico? pobre?
Ser ou não ser…branco? negro? pardo? amarelo? vermelho?
Ser ou não ser…gay? heterossexual?
Ser ou não ser…de qual religião? qual crença?
Ser ou não ser…eis realmente a questão! Sabe o que eu acho disso tudo?
Temos de ser apenas humanos. Seres iguais, independente de qualquer opção de escolha pessoal ou simplesmente por questão de existência natural. Não existe “SER-HUMANO” fora do padrão, fora da “normalidade”…o que existe é apenas “SER-HUMANO”.
A degradação do ser-humano acontece rapidamente, provocada pelo próprio ser-humano. Temos de utilizar para uma profunda reflexão essa enigmática frase de Shakespeare ou então nos perderemos dentro de nossa própria ignorância.
“Ser ou não ser, eis a questão?” – e a questão é: “SERMOS MAIS HUMANOS”…simples assim!
(Texto: Cícero André Henares – 01/03/2021)
