Nosso corpo é mais do que uma estrutura de ossos, músculos e sangue – é a casa que o espírito escolheu para habitar neste mundo. É um templo sagrado, onde cada célula é um altar, cada respiração uma oração, cada movimento uma dança em harmonia com o todo.
Muitas vezes, tratamos esse templo como se fosse um objeto descartável, negligenciando suas necessidades, impondo-lhe esforços excessivos, enchendo-o
de substâncias que o enfraquecem. Mas assim como um edifício mal cuidado acaba ruindo, o corpo que não é acolhido e respeitado deixa de ser um instrumento
eficaz para a expressão do espírito.
O corpo fala conosco constantemente – através de dores, de cansaço, de alegrias físicas. É preciso aprender a ouvi-lo, a entender sua linguagem sutil. Quando
dormimos, ele se cura; quando nos alimentamos bem, ele se fortalece; quando nos movimentamos com gratidão, ele se torna ágil e luminoso. Ele é também o instrumento através do qual nos conectamos com o mundo exterior: pelas mãos que tocam, pelos olhos que enxergam, pelos lábios que beijam, pelos pés que caminham sobre a terra. Cada gesto feito com consciência se torna um ato de devoção, cada contato humano uma oportunidade de troca de energia e amor.
Cuidar do corpo não é vaidade – é reverência.
É reconhecer que ele é o veículo através do qual podemos realizar nossa missão neste plano, que ele é um presente precioso que devemos honrar enquanto o possuímos.
Autor: Cícero Henares
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